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Videoconferência uniu pesquisadores no Brasil, Chile e Estados Unidos
 

Com suporte da Rede Rio de Computadores, a pesquisadora Kátia Cunha, do Observatório Nacional (ON), participou de uma videoconferência, dia 24 de outubro de 2002, que ligou o Rio de Janeiro a três pontos no exterior: a Universidade da Carolina do Norte e a Michigan State University, nos Estados Unidos; e o Observatório Interamericano Cerro Tololo, no Chile. A reunião serviu para definir detalhes sobre os testes e verificações a serem feitas no espelho primário do telescópio do Southern Observatory for Astrophysical Research (SOAR), que está sendo construído em Cerro Pachon no Chile.
            

A videoconferência foi gerada a partir de Cerro Pachon, pelos técnicos do consórcio SOAR. Da Coordenação de Engenharia Operacional (CEO) da Rede Rio, localizada nas dependências do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Kátia Cunha recebia no terminal do computador as quatro telas que permitiram a ela ver e se comunicar em tempo real com os pesquisadores localizados em Michigan, na Carolina do Norte e no Chile. A estrutura utilizada – uma câmera e o programa Microsoft NetMeeting – foi disponibilizada pela Rede Rio/ CBPF. 
            

De acordo com o coordenador de Engenharia Operacional da Rede Rio, o pesquisador Márcio Portes de Albuquerque, o ponto chave foi o equipamento ViewStation FX, da empresa americana Polycom, que controlava a videoconferência do Chile. “Este equipamento permite a conexão de vários usuários por meio das mais variadas tecnologias. A conexão no Brasil foi bastante simplificada e pode ser empregada facilmente por qualquer computador de mesa com ambiente Microsoft que tenha instalado o programa NetMeeting. Um ambiente muito comum nos institutos de pesquisa atualmente”, explicou.
            

Segundo Márcio Albuquerque, os ajustes específicos de áudio e vídeo, no entanto, devem ser feitos antes do evento e exigem uma coordenação especial de alguns dos pontos da videoconferência. Um bom conhecimento de redes de computadores, técnicas de áudio e vídeo e compressão de dados ajudam no sentido de se obter a melhor performance. “O CBPF e a Rede Rio estão hoje dispostos a viabilizar testes como este de videoconferência no sentido de estimular o uso da tecnologia pela comunidade e avaliar o seu impacto na rede”, destacou.
            

O CBPF possui um link com alta velocidade com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e durante a videoconferência foi utilizado o enlace dedicado com a Internet2 para os Estados Unidos. A possibilidade de ter se interligado a partir da CEO da Rede Rio, localizada na Praia Vermelha, permitiu à pesquisadora Kátia Cunha participar efetivamente da reunião sem ter de se deslocar até o Chile.
           

“Seria muito oneroso fazer uma viagem ao exterior para comparecer a uma reunião de apenas duas horas de duração e depois voltar ao Brasil. Por intermédio da videoconferência, evitei o deslocamento e pude interagir ativamente com os outros pesquisadores, o que não seria possível se eu participasse da discussão por meio de tele-conferência”, destacou Kátia Cunha. Outra representante do Brasil no projeto, a pesquisadora Beatriz Barbuy, da Universidade de São Paulo (USP), estava em Paris e participou da reunião via telefone.


 Pesquisadora Titular do ON, Kátia Cunha é uma das representantes do Brasil no Comitê de Assessoramento Científico do projeto Soar, que até setembro de 2003 deverá inaugurar o telescópio de Cerro Pachon. Integrante do projeto, o Brasil é responsável por um terço do equipamento, que terá 4 metros de diâmetro. Com ele, Kátia Cunha dará continuidade aos estudos que vem desenvolvendo nas áreas de astronomia galáctica e astrofísica estelar.