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Coordenada
pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação,
Rede Rio entra em nova fase
O
ano de 2003 trouxe novidades administrativas para a Rede Rio
de Computadores. Com a mudança no governo estadual,
a Rede passou a ser coordenada pela Secretaria de Estado de
Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI),
embora continue a ser fomentada através da Fundação
Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado
do Rio de Janeiro (FAPERJ). A alteração foi
iniciativa do secretário de C&T, Fernando Peregrino
que, em 1992, então como diretor-superintendente da
FAPERJ, participou ativamente da criação da
Rede e, em 1999, criou a Rede Rio 2.
Para Fernando Peregrino, a Rede Rio entra agora em nova fase.
“Ela será a base cientifica e técnica
do Projeto INFOVIA, junto com a Rede Governo do Proderj. A
INFOVIA será a rede das redes do Estado do Rio de Janeiro.
Empregará nova tecnologia proposta pela Rede Rio, que
multiplicará até por 300 vezes a velocidade
de transmissão que pode chegar a 40 Gbps”.
Segundo o secretário de C&T, a nova rede será
utilizada pelos sistemas de educação e de ciência,
pelo governo e pela sociedade civil. Seu projeto deve contar
com a participação do Ministério da Ciência
e Tecnologia, do Ministério das Comunicações,
do Viva Rio, da Federação das Indústrias
do Rio de Janeiro (FIRJAN) e da Federação do
Comércio (Fecomércio), entre outros parceiros.
“É preciso evoluir. A primeira fase foi
a da Internet cientifica, depois a da comercial, em seguida
a de governo e agora estamos na quarta geração
que é a social, onde setores de governo e da sociedade
participarão da montagem de uma infra-estrutura de
uma rede que dê conectividade efetiva a seus projetos
e seus serviços. Essa é a essência do
Projeto da INFOVIA que foi aprovado pela Governadora Rosinha
Garotinho”, afirmou Fernando Peregrino.
Rede
ganha novo coordenador geral
A Rede Rio 2 também ganhou, este ano, novo coordenador
geral. O cargo agora é ocupado pelo Professor Emmanuel
Piseces Lopes Passos. A Coordenação Técnica-Científica
da Rede permanece a cargo do pesquisador Luis Felipe Moraes,
também responsável pelo Laboratório de
Redes de Alta Velocidades (Ravel) da Coppe/UFRJ. A Coordenação
Administrativa da Rede continuará a cargo dos Professores
Washington Braga e Marília Rosa Millan. “Com
a passagem da coordenação para a SECTI, a Rede
Rio passa a ser um programa do Governo do Estado”, destaca
o Professor Emmanuel Passos, que também assumiu a Presidência
do Conselho Executivo da Rede Rio.
Professor Visitante do DEE//PUC-Rio e Titular do Instituto
Militar de Engenharia – IME (aposentado), Emmanuel Piseces
Lopes Passos foi coordenador de Pós-Graduação
em Informática do IME entre 1978 e 1996. Entre os anos
de 1973 e 1977 foi diretor de projeto de “Software para
o primeiro computador brasileiro – G 10”, no Departamento
de Informática da PUC-Rio.
Pós-doutorado, em 1991, pela Universidade de Purdue,
Estados Unidos, em Redes Neurais, o Professor Emmanuel Passos
é Doutor em Ciências (D. Sc.) em Computação,
com especialização em Inteligência Artificial,
pela UFRJ/COPPE – Sistemas, em 1981. Durante sua carreira,
orientou mais de 80 teses de mestrado em informática
e participou de mais de 130 bancas de mestrado e de doutorado
no Brasil e de duas na Universidade Paris VI.
Nova diretoria da Faperj
Com a mudança no governo do Rio de Janeiro, a Fundação
Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado
do Rio de Janeiro (FAPERJ) passou a ter, desde janeiro, uma
nova diretoria. O professor Epitácio Brunet assumiu
o cargo de diretor-presidente da fundação, cuja
Diretoria de Tecnologia agora é ocupada pelo pesquisador
Marcos Cavalcanti. O professor Jerson Lima Silva é
o novo titular da Diretoria Científica e Maria Carolina
Pinto Ribeiro assumiu a Diretoria de Administração
e Finanças. Os novos diretores Científico e
de Tecnologia terão mandato de três anos.
Novo secretário atua
há mais de 20 anos no setor de C&T
Engenheiro, 52 anos, Fernando Otávio de Freitas Peregrino
ocupou diversos cargos durante o Governo Anthony Garotinho,
entre janeiro de 1999 e abril de 2002. Durante o ano de 1999,
foi diretor-superintendente da Fundação Carlos
Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio
de Janeiro (Faperj). A convite do então governador,
assumiu, em janeiro de 2000, a Coordenadoria Setorial de Desenvolvimento
Humano (CDH), à qual estavam vinculadas oito secretarias,
entre elas a de Ciência e Tecnologia, e a de Educação.
Ainda em 2000, Fernando Peregrino acumulou a coordenação
do CDH com a presidência do Centro de Processamento
de Dados do Estado do Rio de Janeiro (Proderj). Ficou à
frente do órgão até 2001, quando retornou
ao cargo de diretor-presidente da FAPERJ. Diretoria esta que
acumulou com o CDH até abril de 2002, quando foi encerrada
a administração Anthony Garotinho.
Analista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico (CNPq), Fernando Peregrino atua no setor
de C&T há mais de 20 anos. Foi superintendente
da Faperj durante o segundo governo Leonel Brizola. Durante
aquela gestão, criou, em maio de 1992, a Rede Rio de
Computadores (Rede Rio), uma rede acadêmica de acesso
à Internet de alta velocidade destinada a atender,
exclusivamente, universidades, instituições
de pesquisa e órgãos do governo. De volta à
Faperj, em 1999, lançou a Rede Rio 2, mais moderna
e veloz, que atualmente conta com mais de 100 instituições
associadas e atende a cerca de 300 mil pessoas, entre servidores
públicos, pesquisadores, professores e estudantes.
Durante sua passagem pelo Proderj, Fernando Peregrino contribuiu
para a implantação e a consolidação
de programas importantes como a matrícula informatizada
da rede estadual de ensino e o governo eletrônico, que
passou a oferecer uma série de serviços aos
contribuintes por intermédio da Internet e de quiosques
instalados em locais de grande circulação de
público.
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