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Entrevista com N. Lundgren da NQT, CEO em ação, videoconferência e o I Encontro dos Usuários

"Uma Opção para Fibras ópticas no RJ"

A Rede Rio visitou a NQT, por duas vezes. Após a segunda visita, foi feita uma entrevista com Nelson Luiz Lundgren, Gerente Comercial da Empresa. 

RR - Nelson, fale um pouco sobre a Nelson Quintas Telecomunicações do Brasil (NQT). 

Nelson - Bem, a NQT é uma empresa de origem Portuguesa que se estabeleceu no Brasil, em 1999 para atender uma demanda reprimida no Mercado de Telecomunicações fixa e móvel, no Estado do Rio de Janeiro. A NQT está presente nas principais cidades do Estado, formando um anel óptico para proteção do transporte de longa distância.

RR - Como é a Rede NQT ?

Nelson - A Rede NQT está estruturada através de anéis de longa distância e acessos de anéis urbanos. Uma outra característica da empresa são suas tarifas que norteiam apenas dois tipos de estrutura: Interligação Local (restrita à área urbana das cidades) e Interligação via FLAT (interligação entre cidades, independente da distância percorrida).

RR - Atualmente, como você descreveria a presença da NQT no Estado ?

Nelson- Atualmente, a Empresa já conta com aproximadamente 1.000 km de Cabos de Fibra óptica instalados nos principais Municípios do Estado do Rio, à exceção do Município do Rio de Janeiro.

RR - E por que a NQT não está presente no Município do Rio de Janeiro ?

Nelson - Por quest›es de metodologia de atendimento ,nossas redes são suportadas nas estruturas elétricas de transmissão e distribuição da CERJ , por outro lado possuímos parceiros que promovem este mesmo tipo de atendimento na região metropolitana do Rio de Janeiro. Mas, acrescente-se que, além das cidades cobertas pela Rede, todo o tráfego pode ser direcionado para o POP NQT no Rio, localizado no Teleporto. Isto é muito vantajoso para o mercado de acesso.

RR - Como a NQT atua ?

Nelson - A NQT oferece a seus clientes o Planejamento e o Projeto de acesso para cobertura nas cidades. Ao cliente cabe, apenas, fornecer as áreas interessadas nos Sites.

RR - Qual a relação da NQT com a Ericsson Telecomunicações S.A do Brasil ?

Nelson - A Ericsson é a grande parceira tecnológica da NQT. Toda a tecnologia que usamos é oriunda da Ericsson que tem um forte parque Industrial instalado em São Paulo ,além disto a ERICSSON opera e dá a manutenção em toda a nossa Rede.

RR - A NQT não se sente muito dependente da Ericsson já que esta é a detentora da Tecnologia ?

Nelson - Não, pois a nossa parceria é muito bem estruturada em termos de atendimento aos clientes e mesmo na operação e manutenção da Rede. Nossa liberdade é de tal maneira que se por qualquer motivo a Ericsson não puder por meios próprios para um determinado projeto , ela mesma integra soluções provenientes de terceiros ao nosso projeto.

RR - E a Ericsson domina a Tecnologia dos produtos que oferece ? 

Nelson - A empresa é capaz de dar manutenção adequada aos produtos que oferece. Mas, veja bem, ela funciona com a lógica de qualquer empresa multinacional, hoje, no Brasil. Certamente, ela importa os produtos acabados. Mas tem a competência para mantê-los.

RR - Então, qual é efetivamente, o negócio da NQT ?

Nelson - Alugar capacidade de transmissão em nossa Rede.

RR - Quais são os principais clientes da NQT ?

Nelson - Nós operamos em grande escala. Temos hoje suportados em nossa Rede a própria CERJ , a Vésper ,além de estarmos em negociações com diversos outros operadores fixos e móveis.

RR - Mas no Rio, a Telemar não é seu concorrente ?

Nelson - Certamente que não. Nós entendemos a Telemar como parceira, assim como os outros clientes, na medida em que não alcançamos e nem temos pretens›es de alcançar o usuário final.

RR - E quanto à Rede Rio ? Pelas nossas conversas, há possibilidade de uma atuação conjunta, uma vez que a RR é Estadual, e já possui Pontos de Presença no interior do Estado, como o LNCC, em Petrópolis, a UENF, em Campos, Uerj, em Rezende. 

Nelson - Claro, todo interesse. Aliás devo mencionar que já houve uma Reunião com o Fernando Peregrino, Presidente do PRODERJ e Coordenador Geral da Rede Rio de Computadores. Há interesse por parte do Estado em interligar o interior. Devo acrescentar que será uma parceria especial, pelas características da Rede Rio de Computadores. A Rede Rio/FAPERJ atende a um Universo de usuários de extrema importância, quais sejam, Universidades e Instituições de Ensino/Pesquisa.. Ou seja, a Rede Rio de Computadores aposta no desenvolvimento técnico-científico do Estado do Rio de Janeiro.