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Rede Rio completou dez anos apostando no futuro

Primeira rede acadêmica de acesso à Internet do Brasil, a Rede Rio de Computadores completou, em maio de 2002,  dez anos de atividades. Durante esse período, ela se firmou como uma das mais importantes redes de conexão em alta velocidade do país. Sem fins lucrativos, a Rede Rio é coordenada e financiada pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, e atende exclusivamente a órgãos públicos e a instituições vinculadas às áreas de pesquisa e de educação.

Nesses dez anos, a hist ória da Rede Rio acompanhou a evolução dos setores de informática e telecomunicações no Brasil. Uma história que pode ser contada com a ajuda dos números. A velocidade do anel central da rede em maio de 1992 era de incríveis ó 64 mil bits por segundo (Kbps). Um número fantástico para aquela época, mas que hoje estaria completamente defasado. Atualmente, a capacidade do backbone é de 155 milhões de bits por segundo (Mbps).

Durante essa trajetória, um número crescente de instituições se associou à rede, que hoje atende a cerca de 400 mil pessoas. A Rede Rio garante o acesso à Internet para mais de 90 instituições ligadas diretamente a ela. A partir de um convênio entre a FAPERJ, o  Proderj e o Iplan, várias outras instituições do estado e do município do Rio de Janeiro também estão conectadas, destaca o coordenador técnico da Rede, Professor Luis Felipe de Moraes. Da mesma forma do que luz, gás e telefone, o acesso à Internet é, cada vez mais, uma parte imprescindível da infra-estrutura necessária para o funcionamento da sociedade. Por isso, podemos dizer que a Rede Rio é fundamental para as instituições associadas a ela ó, afirma.

Seguindo a evolução do setor de telecomunicações, a Rede Rio vem passando, nos últimos anos, por um contínuo processo de desenvolvimento tecnológico. O anel central foi atualizado e, em fevereiro 2002, sua velocidade passou a ser de 45 Mbps.

A tecnologia está avançando de uma maneira muito rápida e não poderíamos ficar para trás. Houve um aporte substancial de recursos para a Rede Rio nos últimos três anos, período que foi muito bom para o setor de Ciência e Tecnologia do estado ó, explica Luis Felipe de Moraes. 

Uma história de pioneirismo 

A história da Rede Rio de Computadores sempre esteve associada ao conceito de pioneirismo. A começar pela sua criação, em maio de 1992, quando se tornou a primeira rede de acesso à Internet do Brasil destinada a atender exclusivamente a instituições de pesquisa e educação e a órgãos públicos do Rio de Janeiro. Na época da inauguração, todas as linhas da rede eram de 64 Kbps.

Um serviço que nem mesmo a Telerj oferecia e só implantou por intermédio da própria Rede Rio , recorda o coordenador técnico, Luis Felipe de Moraes.

Nestes dez anos de atividades, outros eventos marcantes foram se sucedendo. Em 1994, por exemplo, a Rede Rio foi a primeira rede da América Latina a transmitir ao vivo, a partir do Rio de Janeiro, as sessões de um simpósio internacional de telecomunicações por meio do sistema MBONE (Multicast Backbone). No mesmo ano, a Rede Rio promoveu a primeira vídeo óconferência ligando a Coordenação dos Programas de P ós ógraduação em Engenharia (COPPE/UFRJ) e o Rio Datacentro (RDC) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC - Rio).

Com o aumento da velocidade do anel central, em abril de 1999, começou  a era da Rede Rio 2, com conexão em alta velocidade. Naquele momento, a rede foi a primeira do país a implantar a tecnologia ATM (Asynchronous Transfer Mode) sobre fibras óticas. A Rede Rio também esteve presente no início de uma série de empreendimentos, como o lançamento do projeto Petrópolis-Tecnópolis, em outubro de 1999, quando inaugurou um ponto de presença no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) para atender às instituições localizadas na Região Serrana do Rio de Janeiro.